Salvador e Cachoeira uma Historia de Amor
Fonte: https://www.tripadvisor.co.za/LocationPhotoDirectLink
Salvador
foi fundado como “Arraial do Pereira”. Senhor Coutinho teve o comando do
Arraial, logo em seguida foi batizada de “Vila Velha”, em 1549 chega Tomé de
Souza, que desembarcou no Porto da Barra, em 29 de marco de
1549, e foi primeiro governador
geral do Brasil. Juntamente com ele, desembarcaram em Salvador seis embarcações
com uma comitiva de mais ou menos 10 mil pessoas para fundar sob ordens do rei
de Portugal, a cidade de “São Salvador”. Após o governo de Tomé de Souza,
governaram o país Duarte da Costa e Mem de Sá, que teve o comando do país até
1572. Nessa época a Bahia era a região que mais exportava açúcar.
Salvador foi
capital e sede da administração colonial do país até o ano de 1763, logo depois
a sede foi transferida para a cidade do Rio de Janeiro, mesmo assim Salvador
continuou a se destacar dentro do cenário de colonização do país. Em 1822, a
capital baiana foi parte principal de uma luta que durou mais de um ano, mesmo
depois que o Brasil se tornou independente de Portugal. Somente no dia 2 de
julho de 1823, a Bahia pôde comemorar a independência brasileira.
Salvador e
as Carreiras das Índias
Era
passagem obrigatória de embarcações do comércio vindas da África, Índia e da
China para o Brasil. A cidade de Salvador era considerada o porto mais
importante devido sua localização estratégica em relação às correntes marinhas
e os ventos, o que permitia a transação do tráfico de navios e escravos.
Quando
navios das carreiras das Índias baixavam velas no Porto de Salvador, isso
representava excelentes ocasiões para o comércio, troca de alimentos, produtos
e escravos, importação e exportação.. O que transformou Salvador num centro de
distribuição de mercadorias para todo Atlântico. “Salvador tornou-se centro
competente da hinterlândia”.
Cidade de Cachoeira (Bahia)
Fonte:http://defender.org.br/tag/reconcavo-baiano
Mapa da Bahia
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Fonte:https://misscheck-in.com/2013/04/02/pousada-mirante-do-rio-cachoeira-bahia/
Cachoeira é um município do Estado da Bahia, situada às margens do Rio Paraguaçu. É conhecida como cidade heroica pela participação decisiva nas lutas pela independência do Brasil.
No século XVI, quando chegaram os primeiros europeus à cidade de Cachoeira, era habitada pela tribo tupi dos tupinambás.
A cidade foi povoada por
duas ilustres famílias portuguesas, os Dias Adorno e os
Rodrigues Martins. Devido à sua localização estratégica, a capital
da colônia começou
a desenvolver economicamente pelo entroncamento de importantes rotas que
se dirigiam ao sertão,
ao Recôncavo,
às Minas Gerais ou
a Salvador
O município de Cachoeira está subdividido nos distritos de:
Cachoeira (sede), Belém de Cachoeira e Santiago do Iguape. A região foi
desbravada em meados do século XVI, mas o povoado nascido em torno de um
engenho de açúcar, só começou há crescer um século mais tarde.
Até o início do século XIX foi um dos mais extensos da Bahia.
Dele se desmembraram os primitivos municípios de Feira de Santana (1832),
Tapera, atual Stª Terezinha (1849), Curralinho, hoje Castro Alves (1880), São
Gonçalo dos Campos (1884), São Felix (1889), Santo Estevão (1921) e Conceição
de Feira (1926). No final do século XIX, grandes obras públicas são realizadas,
como a Estrada de Ferro Central da Bahia, Ponte D. Pedro II (1882/85) e a
Hidroelétrica de Bananeiras (1907/20).
O atual município, que está a 8m sobre o nível do mar,
limita-se com Santo Amaro, Conceição da Feira e, por meio do rio Paraguaçu,
com São Felix, Maragogipe e Salinas da Margarida.
As terras do atual Município
fizeram partes das sesmarias doadas por Martim Afonso de Sousa com o propósito
de se desenvolver a cultura da cana-de-açúcar. A sesmaria situada à margem
esquerda do Paraguaçu foi doada a Paulo Dias Adorno que fundou um engenho e
ergueu uma capela consagrada à Nossa Senhora da Ajuda. O povoado surgiu em
torno da casa e capela do engenho, logo se expandindo pelas margens do Rio. Em
1693, o povoado é elevado a Vila, denominada Nossa Senhora do Rosário do Porto
de Cachoeira, o segundo município instalado no Recôncavo Baiano. Foi elevada a
categoria de Cidade em 1837, com a denominação de Heróica Cidade de Cachoeira e
em 1971 foi considerada Cidade Monumento Nacional.
Cachoeira e sua Historia de Luta
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Cachoeira se tornou quartel general das
tropas libertadora, nessa época surgiram voluntários de todas as partes dos
sertões para ajudar a cidade em sua luta.
Foi Cachoeira que sediou o quartel das tropas
brasileiras, que chegaram a ter mais de 13 mil combatentes, entre os
quais Maria Quitéria. O exército era composto por
pessoas comuns, que improvisavam armas artesanais para confrontar seus
inimigos, e mesmo sem a estrutura da coroa portuguesa, conseguiu a vitória mais
de um ano depois de iniciado o confronto. O povo conhecia bem a região e os
Portugueses não tinha o mesmo conhecimento, o que contribuiu para sua
derrota.
De cachoeira partiram as tropas que cercou
salvador e encurralaram os portugueses, sem comida e sem munição, os
portugueses récua deixando o Brasil livre do domínio de Portugal, isso
aconteceu no dia 02 de julho de 1823.
Rio Paraguaçu
Situada
no limite de navegação do Paraguaçu, Cachoeira desfrutava de uma localização
privilegiada, na fronteira entre duas regiões econômicas complementares: o
Recôncavo e o Sertão. Para ela convergiam duas importantes vias: A Estrada Real
de Gado, que demandava a zona de criação e as barrancas do Rio São Francisco; e
a Estrada das Minas que de São Felix se dirigia a Chapada Diamantina, Minas e
Goiás.
Fonte:https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Rio_Paragua%C3%A7
O
desenvolvimento do cultivo de cana-de-açúcar, da mineração de ouro no Rio das
Contas e a intensificação do tráfico pelas estradas reais e da navegação do Rio
Paraguaçu colaboraram para o rápido desenvolvimento econômico da região a
partir do século XVIII. Já em inícios de 1800, a sociedade cachoeirense detém
grande influência política e participa ativamente das guerras pela
Independência da Bahia, em 1821, constituindo a Junta de Defesa. A vila foi
elevada à categoria de cidade por decreto imperial de 13 de março de 1873 (Lei Provincial
n° 43). Cachoeira é considerada Monumento Nacional pelo Instituto do Patrimônio
Histórico Artístico e Nacional (IPHAN).
Celebração
Religiosa
Festa de Nossa Senhora da Boa Morte
Uma
manifestação característica da religiosidade popular acontece todos os anos no
município de Cachoeira, no Recôncavo baiano. A Festa de Nossa Senhora da Boa
Morte se inicia no dia 13 de agosto, dia dedicado às irmãs falecidas. Nesse dia
as irmãs vestem-se de branco, saem em procissão carregando a imagem postada
sobre um andor rumo a Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário. No dia 14, com
a imagem de Nossa Senhora da Boa Morte, as irmãs saem da sede da Irmandade em
procissão noturna, carregando velas, entoando cânticos proferidos durante o
percurso fazendo menção à dormição de Nossa Senhora.
O dia 15 de
agosto é dedicado a Nossa Senhora da Glória. A procissão sai pela manhã da sede
da Irmandade, seguida pelas filarmônicas locais. Levam flores, carregam o andor
de Nossa Senhora da Glória até a Igreja Matriz, onde uma missa é celebrada, e
quando acontece a transferência dos cargos, com posse da nova comissão de
festa. A festa de prolonga até o dia 17, com muito samba de roda e uma farta
ceia durante os cinco dias de festa.
Fonte:http://www.upb.org.br/noticias/festa-de-nossa-senhora-da-boa-morte
Todos
os rituais de fé, magia, beleza, respeito e homenagem aos povos negros, a festa
de Nossa Senhora da Boa Morte, realizado em Cachoeira, no Recôncavo, pela
Irmandade da Boa Morte, sem dúvida é o mais rico e forte da Bahia. Segundo
historiadores, a Irmandade surgiu das mulheres adeptas à confraria de Nossa
Senhora da Boa Morte, que teria sido fundado no início do século XIX, através
do primeiro candomblé keto de Salvador. A partir de 1820, a associação
religiosa de mulheres negras e mestiças que descendem e representam a
ancestralidade dos povos africanos escravizados e libertos, no Recôncavo do
Estado, teria se expandido para o município de Cachoeira, hoje local onde mais
se preserva seu ritual público e secreto.
Entrevista
Entrevista feita com
Augusto Neres de Souza, no dia 08 de Junho de 2017, em sua casa no bairro
de Pernambués Salvador-BA. Entrevista
autoriza pelo mesmo.
Fonte: Acervo pessoal
Eu nasci na cidade de
Cachoeira, em uma noite de raios e trovões, vim ao mundo com a ajuda de uma
parteira. Morei em Cachoeira durante 21 anos, filho de Emiliano Neres de Souza
e Crescência Augusta de Souza.
Comecei a trabalhar desde cedo como a maioria das
pessoas que nasceram no interior.
Quando eu tinha Nove anos, ficava observando meu
avô a da aula para os meninos da redondeza, mais eu não podia estudar
acompanhava meu pai na roca onde ele trabalhava, mais quando eu tinha um tempo
fica escondido olhando. Plantávamos cana, mandioca, e outras coisas que hoje
não me recordo mais, esse era nosso trabalho.
No final da tarde lá estava eu aguardando meu avô
Antonio Bento chegar para me contar aquelas historia que me fazia viajar,
sonhava acordado, mais lembro também que ele contava varias historias
verdadeiras, daquele lugar.
Ele falava dos homens que invadiam as casas para
pegar rapazes para trabalhar no exercito, e isso era a força, aqueles meninos
não tinham escolha, e eu pensava quando eu crescer vou pegar o navio e vou para
outro lugar não quero trabalhar na guerra.
Lembro-me também, que amava acompanha minha mãe
quando ela ia lavar roupa com dono Milu, na beira do rio, onde eu e meu irmão ficávamos
brincando.
Meu avô me contava que quando chegou a Cachoeira só
existiam duas fazendas, e ele foi trabalhar em uma delas, onde ele conheceu
minha avó, Pulsiana Neres uma cabocla, filha de índio, com essa moça ele casou
e teve 10 filhos, um deles meu pai Emiliano Neres de Souza.
Recordo-me também da dificuldade de conseguir
alimentos e lembro-me de minha mãe clamando aos céus para não faltar
alimento para seus filhos, éramos 10.
Ainda garoto saia pra feira com meu pai puxando um
jumento e em cima do jumento dois panacum (cesto) cheio de mercadoria pra
vender ou trocar por alimentos.
Quando rapaz trabalhei na fabrica de Charuto em São
Felix, eu enrolava charuto e fechava o maço.
A religião em Cachoeira-BA era bem forte,
quando eu fiquei rapaz meu pai me levou para o
terreiro de candomblé, ali eu fiquei até o dia que vim embora para salvador,
olha vi tanta coisa naquele lugar, que precisava de um mês direto pra contar
tudo, não considero uma religião do mal como dizem ou diziam toda
religião adora DEUS, e lá não era diferente.
Sair de cachoeira em 1950, e vim para salvador, em
busca de trabalho, mais também não foi fácil, de salvador fui mora em
São Paulo, onde morei durante cinco anos, e quando retornei e fui visitar meu
pai conheci sua avó, casei em 1961 e voltei para salvador, dessa vez para
morar.
Naquela época para vim pra salvador só de
navio e foi assim que chegamos aqui onde já moro há 56 anos o mesmo tempo
que tenho de casado com Cândida Menezes de Souza mãe de cinco filhos e
hoje temos seis netos.
Sabe o que mais me encantava naquela cidade,
naquele tempo, era ouvir o navio apitando avisando que tinha chegado e que ia aportar
esse som nunca saio de minha cabeça.
Referências
http://www.upb.org.br/noticias/festa-de-nossa-senhora-da-boa-morte-uma-celebracao-a-vida/
Fonte:http://defender.org.br/tag/reconcavo-baiano
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Rio_Paragua%C3%A7u,_entre_S%C3%A3o_F%C3%A9lix_e_Cachoeira.JPG
Fonte:https://misscheck-in.com/2013/04/02/pousada-mirante-do-rio-cachoeira-bahia/






Muito bom. Parabéns!
ResponderExcluirRiqueza de história desta linda cidade baiana de Cachoeira. Grande testemunho de uma pessoa que mesmo com grandes lutas, dificuldades não desistiu de seus propósitos e suas histórias servem como legado e exemplo para todos nós.
ResponderExcluirAmo esta cidade sinto o conceito de lugar tão perto de mim ao ler seu blog gostei garota!
ResponderExcluirConsiderada monumento national,patrimônio histórico e artistic,segunda capital do estado e cenário de conquistas politicas,baiana e brasileira,baluarte cultural dentro da Bahia.Perfeito seu blog Gi,parabéns,muito important sua cidade e sua pesquisa também.
ResponderExcluirGislaine, parabéns pela sua pesquisa muito rica pois Cachoeira contribuiu para muito para a nossa história.
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